
PONTE ROMANA DE CHAVES
A Ponte Romana também conhecida por Ponte de Trajano foi construída entre o fim do século I e o início do século II d. C. Este foi, talvez, o melhor contributo que os romanos deixaram à antiga Aquae Flaviae. Tem cerca de uma centena e meia de metros de comprimento e uma dúzia de arcos, apesar de as obras de regularização efectuadas nos anos 30 tenham coberto alguns arcos.
Também se supõe que nas duas margens do Rio alguns arcos tenham sido subterrados para efectuar as construções que ali se implantaram. Ainda hoje se podem ler duas inscrições colocadas em duas colunas a montante e a jusante da Ponte Romana.
A primeira diz que “Imperando Cesar Nerva Trajano Augusto Germanico Dacico, pontifice máximo, com poder tribunício, cônsul a 5ª vez, pae da patria, os aquiflavienses trataram de fazer à sua custa esta ponte de pedra”; a Segunda diz que “”Imperando Cesar Vespasiano Augusto, pontífice máximo, com poder tribunício a décima vez, imperador a vigésimo, pae da patria, cônsul a nona vez, imperando também Tito Vespasiano Cesar, filho do Augusto, pontífice, com poder tribunício a oitava vez, imperador a decima Quarta, cônsul a sétimo (...) sendo legado do Augusto o propretor caio Calpetano Rancio Querinal Valerio Festo e sendo legado do Augusto na Legião Sétimo, Decio Cornelio Meciano e procurador do mesmo Augusto, Lucio Arruncio Maximo, a Legião Sétimo Gemina Feliz e dez cidades, a saber: os Aquiflavienses, os Aobrigenses, os Bibalos, os Coelernes, os Equesos, os Interamnicos, os Limicos, os Nebisocos, os Quarquernos e os Tamaganos (...)”.
CALÇADA ROMANA DE SÃO LOURENÇO
Na encosta ocidental da serra do Brunheiro existem restos do que se julga que foi uma das variantes da chamada VIA ROMANA de Chaves a Astorga.
Seguindo pela EN 213 que liga Chaves a Valpaços, antes de chegar a São Lourenço, próximo do miradouro sobre o vale de Chaves, um pouco abaixo da encosta, lá estão os vestígios do que foi aquela via romana que aqui tinha uma das vertentes mais difíceis. Subsistem vários troços de calçada.
PONTE ROMANA DO ARQUINHO DE SÃO LOURENÇO
Depois da povoação de São Lourenço, continuando pela E.N.213, há uma que atravessa a ribeira de São Lourenço.
É uma ponte pequena, de um só arco, à medida do curso de água, com cerca de 8m de comprimento e 4 de largura.
BARRAGEM ROMANA DA ABOBELEIRA
Localizada no termo de Abobeleira, freguesia de Valdanta.
São visíveis as ruínas dos muros de um grande reservatório de água. É uma construção muito invulgar.
Originariamente os muros da barragem teriam na base 5 metros de largura, atingindo cerca de 20 metros de altura.
A albufeira definida por esta barragem era muito grande, podendo ter-se estendido até à povoação de Sanjurge e a Outeiro Machado. Julga-se que este reservatório serviu para abastecer de água potável a cidade romana de Aquae Flavie.
Há quem defenda também que esta barragem serviu para fornecer água para lavagens nas minas romanas que teriam existido em Outeiro Machado.
VILA ROMANA DA GRANJINHA
Localizada junto da capela da Granginha, aldeia a um par de quilómetros de Chaves, na direcção poente.
No sítio onde existiu a “villa” há agora uma habitação, em cujas fundações foram descobertos restos da instalação agrícola romana.Também aqui foi encontrada uma ara dedicada à deusa protectora do município dos aquiflavienses, que está presentemente exposta no Museu da Região Flaviense.